terça-feira, 6 de junho de 2017

sentinela



o sol desperta e, como sentinela,
defende os campos que vão distraídos
com os sinais escusos reformados
pela certeza imposta, recorrente


estica as franjas de brilho clemente
espalha o aroma que vem lá do centro
espelha rostos que já tão dispostos
abraçam a calma de ser mais um dia


e em nada disso, espraia o arremedo:
é só ciência do que oportuniza
é só ciência da mais pura essência
que, nessa vida, em nada há final



*sentinela - Lena Ferreira -
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